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Quando é que os Gestos deixam de ser necessários?

Quando é que os Gestos deixam de ser necessários?

Na maior parte das vezes, os bebés deixam de usar os gestos Baby Signs® quando começam a falar. No entanto, podemos dar outro uso aos gestos, mesmo depois dos bebés falarem! Explico-te como neste artigo.

 

Como costuma dizer a Co-Fundadora do Programa Baby Signs®, Dra. Linda Acredolo, “os gestos estão para o falar como o gatinhar está para o andar”!

 

Ver a entrevista à Fundadora aqui!

 

Mas mesmo depois de algumas palavras adquiridas, mantêm-se os gestos cujas palavras ainda não são claras ou ainda em momentos oportunos, mesmo depois de saberem as palavras.

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Vou contar-te dois episódios com o meu filho, em que ele ainda usou determinados gestos, mesmo depois de pronunciar bem as palavras.

 

1º Episódio

 

Um dos gestos que o meu filho fazia com alguma frequência era o gesto “MAIS”. Ele utilizou-o desde os 10 meses, para pedir MAIS pão, MAIS maçã, MAIS escorrega, MAIS de tudo o que ele gostava muito! O que evitou a típica birra ou frustração de um bebé quando acaba algo de que gosta muito.

 

Depois ele evoluiu para o gesto MAIS e em simultâneo a sílaba “MA”, e mais tarde para a palavra “MAIS” com o gesto em simultâneo. E finalmente apenas a palavra “MAIS”.

 

O que eu não estava à espera, é que o comilão do meu pequenote, quando tinha a boca cheia, começava a fazer o gesto de “MAIS”, antes que terminasse o que estava a comer! Ora bem, o gesto ainda lhe foi útil mesmo depois de pronunciar a palavra, simplesmente porque tinha a boca ocupada.

 

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Agora com 5 anos, além de falar pelos cotovelos, ele já não se recorda dos gestos que fazia. No entanto, tem uma grande curiosidade em aprende-los novamente. Quando estamos com a nossa vizinha bebé, ele vem perguntar-me como se faz determinados gestos e vai a correr ensinar à bebé.

 

E para aprender algum vocabulário em inglês, eu reforço as palavras com os gestos, o que torna a aprendizagem mais simples e divertida. E por isso, aos 5 anos, ele voltou a aprender imensos gestos e mal vê uma criança mais nova na rua, gosta de ir ensinar qualquer coisa.

 

2º Episódio

 

E o segundo episódio que te quero contar tem mesmo que ver com um momento em que o facto de eu e o meu filho termos esta especial cumplicidade com os gestos, ter nos salvo de uma situação familiar que não estava a correr tão bem.

 

Num encontro de família, com muitos tios, primos, amigos, o meu filhote resolve “responder torto” à abordagem de uma das tias mais velhas. E enquanto esta mostrava estar zangada com o meu filho (e com razão), eu discretamente, à distância, fiz ao meu filho o gesto de “DESCULPA”, ao qual ele imediatamente reconheceu e “surpreendentemente” pede desculpas à tia, que ficou muito feliz com o pedido do sobrinho.

 

E “ufa”, foi por pouco.

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O facto de ter sido de forma discreta, eu consegui ajudar o meu filho a fazer a coisa certa, sem que o colocasse numa posição embaraçosa, que é o que tipicamente acontece quando pedimos aos nossos filhos, em público, para “pedirem desculpa”. O que aconteceria se o tivesse dito à frente de todos, “Pede desculpa à tia”, no lugar do gesto, seria ele ficar cabisbaixo (envergonhado),  sem reação e sem o pedido de desculpa.

 

E está a ser engraçado este regresso subtil aos gestos! Dá para matar algumas saudades e sinto que temos um “código” só nosso!

 

Hum, por isso à pergunta até quando? Até à família decidir!

 

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Um dia feliz,

Sabla D’Oliveira

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